quinta-feira, 13 de junho de 2013
Biografia -Personalidades Marcantes -Maysa Matarazzo
Maysa Figueira Monjardim, de tradicional família de classe média alta, era
filha de Alcebíades Guaraná Monjardim (Monja), boêmio, que quando jovem jogou futebol
amador, formado em direito tendo exercido cargo de deputado no Espírito Santo. Monja
pertencia a uma família tradicional italiana onde seus antepassados seguiram a carreira
militar e política. Casou-se com Inah Figueira, bela moça de olhos claros, que havia sido
coroada Miss Vitória, Inah, também pertencia a uma tradicional família do Espírito Santo,
era mestiça de lusitanos com brasileiros.
Maysa nasceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de junho de 1936, às 11:50 horas,
na casa de seu avô paterno que era médico e ex-senador e fez o parto. O nome de Maysa é
uma mescla dos dois primeiros nomes de uma grande amiga de Dona Inah, Maria Luysa.
Seu pai, o popular Monja, tinha muitos amigo no meio mundo artístico do Rio de
Janeiro e São Paulo. Costumava promover noitadas homéricas, em sua casa, regadas a
uísque e muita musica, com presenças quase obrigatórias de artistas como Silvio Caldas e
Elizeth Cardoso. Monja era um hedonista em um clã que se orgulhava da ascendência
histórica e nobre. Maysa admirava a total ausência de convencionalismo com que fora
criada.
A fama de Monja era de ser um sujeito amigo do samba e da noite. Seu
sogro não gostou muito do seu cartaz de mulherengo e bom de copo, quando o viu
interessado em sua filha Inah, uma jovem de grande beleza. Monja e Inah fugiram para o 7
Rio de Janeiro onde o casamento foi realizado, longe dos olhos e da censura da família da
noiva, que se viu obrigada a aceitar as circunstâncias, depois do fato consumado e
conformou-se em ter como genro um boêmio feito Monja.
Segundo Maysa seus pais tinham vida de cigano, pois mudavam de casa com
muita freqüência. O casal que morava em Vitória, mudou-se para Bauru por motivos
políticos e após algum tempo conseguiu transferência para a capital Paulista, porém Monja
e Inah continuaram trocando de endereço, viviam encaixotando e desencaixotando as coisas
para mudança. Oscilavam entre morar em uma bela casa e morar em uma casa mais simples
devido às perdas de dinheiro de Monja em jogatinas. Aos 6 anos, Maysa ganhou um irmão
Alcebíades (Cibidinho).
Maysa não gostava de ver suas fotos de bebê, ela dizia: “Eu era uma criança
de cabeça grande, de olhos enormes e corpo pequetitinho. Um monstro.” Contradizendo as
fotos.
Chegada a hora de Maysa ir para a escola seus pais a matricularam no
Colégio Assunção e em seguida no regime de internato do Sacre Coeur de Marie. Ambas as
escolas eram dirigidas por freiras francesas onde imperava uma rígida disciplina religiosa e
moral. Durante as folgas do colégio, gostava de jogar futebol com os moleques do bairro.
Nunca foi boa aluna e com a chegada da adolescência o problema se agravou, com queixas,
notas ruins, assim os pais a trocaram de escola matriculando-a no Externato Ofélia Fonseca,
no bairro do Pacaembu. Maysa foi reprovada no 2o
ano ginasial, porém não ficou
amargurada. No ano seguinte, cursando novamente o 2o
ano ginasial e conseqüentemente
mais velha que as outras meninas, tornou-se uma líder natural do grupo, chamando a
atenção por seu modo de vestir e agir. Segundo um de seus primos, aos 14 anos Maysa já
teria tido vários namorados. Nessa época Maysa começou a ter seus primeiros
desentendimentos com a balança, de acordo com seus exames médicos escolares, neles
apareciam a tendência a ganhar peso da noite para o dia.
Maysa começou a escrever seus diários. Seu quarto era bagunçado, ela era
muito carente e nutria paixão pelo cinema. Adorava se trancar no banheiro e cantar. Aos 12
anos ela compôs a música “Adeus”, depois de uma discussão com os pais: 8
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